É consenso que ouvir o consumidor é sempre muito importante para as tomadas de decisão de marketing e desenvolvimento de produto. Mas, para além disso, temos também colocado em prática ouvir especialistas e/ou formadores de opinião como uma outra forma de subsidiar a tomada de decisões. Com eles obtemos respostas super qualificadas e criativas.

A ideia é aproveitar sua reflexão constante sobre determinado tema ou categoria de produto; seu contato íntimo com um público-alvo e suas referências a respeito do nosso tema para ajudar na solução do nosso desafio. Falar com formadores de opinião e especialistas ajuda a pensar soluções inusitadas, já que eles olham para a questão a partir de pontos de vista bem diversos ao da equipe do projeto. Além disso, suas diversas perspectivas e backgrounds se complementam e multiplicam as possibilidades de pensar uma solução para o nosso desafio.

Temos trabalhado com painéis de 5 a 6 especialistas/ formadores de opinião especialmente recrutados para cada projeto. Cada estudo tem sua composição específica, mas sugerimos especialistas em pensar comportamento e a sociedade, tais como: psicólogos, antropólogos e sociólogos; profissionais que lidem com informação e tendências, tais como jornalistas, blogueiros e micro influenciadores; profissionais que lidem com o público com o qual queremos falar e com temas associados. Por exemplo, se o assunto for cabelo, falar com cabeleireiros, com especialistas em coloração; se o assunto for alimento falar com chefs, nutricionistas; se o tema for crianças, falar com educadores, com pediatras e assim por diante. E, por último, consumidores super envolvidos com a categoria em questão. A ideia é que eles respondam ao nosso desafio e amadureçam as suas respostas a partir do contato com as respostas dos outros.

Este tipo de estudo se propõe a resolver os desafios de forma rápida e dinâmica e pode ser usado para gerar insights em uma fase preliminar de desenvolvimento de um projeto; pode ter o papel de fazer um screening de ideias e caminhos a serem desenvolvidos, antes mesmo de falar com o consumidor; pode dar subsídios para aprimorar ideias; funcionar como um disaster check antes de avançar em um projeto e pode também, de forma muito interessante, captar e listar tendências, a partir das referências dos especialistas.

Camila TONI

Estudos Qualitativos

Camila Toni é psicóloga, formada na PUC de São Paulo e trabalha com pesquisa qualitativa há 20 anos.